segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Vídeo: história e linguagem

Como explica Dubois (2004), o vídeo é um sistema de imagens tecnológicas surgido nos anos 1960 e, em seu início, foi explorado em maior grau pelos artistas da videoarte, pelo vídeo familiar ou privado e pelo documentário autobiográfico, com um senso constante de experimentação, de inovação, e incorporou formas de expressão do cinema de vanguarda. Pode-se falar de uma “linguagem videográfica” que se institui a partir do vídeo e que coloca em jogo questões diferentes das do cinema. Nela, a mixagem de imagens (sobreposições, janelas, incrustações) é mais importante do que a lógica do corte e da montagem dos planos regida pela continuidade (do olhar, de movimento, de posição, dos diálogos, etc). Na mixagem, os componentes da imagem podem estar ao mesmo tempo no mesmo espaço e questões da linguagem cinematográfica como a escala de planos e a profundidade de campo já não fazem tanto sentido.

Sobre a estética e a linguagem do vídeo, ver:

DUBOIS, Philippe. Cinema, Vídeo, Godard. São Paulo: Cosac & Naify, 2004 
https://drive.google.com/drive/folders/0B4r4QidmOOfvekVaRndJTldtN1k

MACHADO, Arlindo. Pré cinemas e pós cinemas. Campinas: Papirus, 2013



MACHADO, Arlindo. A arte do vídeo. São Paulo: Brasiliense, 1995


Artigo sobre relações híbridas entre cinema, vídeo e videoclipe na pasta do Google Drive (FARO, Paula. “Cinema, vídeo e videoclipe: relações e narrativas híbridas”. In: Rumores, v. 4, n. 2, 2010): https://drive.google.com/drive/folders/0B4r4QidmOOfveFBVTHBkbHpxMVE

Nenhum comentário:

Postar um comentário